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o entre cinzas
Sua chamma usual vive inexhausta.
Gray, _cemiterio da aldea_.
_Ao meu amigo,_
JOAQUIM TORQUATO ALVARES RIBEIRO.
_Perdeste pais e irmãos, quaes vio apenas
A suspirada em vão Saturnia idade;
E, sob o imperio de Cruel saudade,
Soffreo teu coração amargas penas.
Carpir alheios lutos
Quem os proprios carpio ah! não recusa;
Nem com olhos de pranto sempre enxutos
Simpathisar consegue a minha Musa.
Mas hoje, amigo, mais propicia sorte,
Por ver-te resarcido
Do muito que has perdido,
Deo-te, digna de ti, rara consorte,
Dos thesouros do Ceo mimo escolhido.
Oh! nunca, nunca vos separe a Morte!_
Henrique Ernesto d'Almeida Coutinho.
As saudades
DO
_BARDO ORTHODOXO,_
POEMA.
Oh que extase ineffavel!.. Nossas almas,
Ao risonho alvejar da madrugada,
Voando sobre as azas transparentes
D'aura fragrante que soprava do Éden,
Anciosas enlaçarão-se, em transporte
De prazer todo angelico! Dest' arte
Extremosos se abração dous amigos,
Que adolescentes vinculára o instincto
D'aurea Virtude em flor, e divididos
Pelo undoso Elemento ha largos annos,
Se, condoida em fim d'ausencia tanta,
A Sorte os restitue um do outro aos braços.
Oh quaes arcanos de ternura eximia,
Toda celestial, vedada ao Mundo,
Su' alma revelou á do consorte,
Á da consorte extatica, engolfada
Em luminosa alluvião de ditas,
Onde de puro amor quasi que expira,
E então resurge entre delicias novas,
Que a flux e a qual mais viva lhe resfolgão
Lá das mansões do sempiterno dia!
Ficai-vos para sempre, ôcos fantasmas,
Glorias mesquinhas que engodais a Terra;
Vós sois menos que nada. Franco e livre
Das