o a fortuna, o prestigio paterno, o renome do irmão, o livre amor da Arte? Responde por nós Sebastião de Magalhães Lima, numa tarde melancolica, nevoenta como uma utopia, dentro do seu pequenino gabinete da Vanguarda:
--Quem me dera ter a elevação mental e moral de meu irmão Jaime!
Eis uma definição alta e independente, digna como a Justiça sem mácula.
Jaime de Magalhães Lima refugiava-se: não fugia da luta. Do refugio, fez o estudo; fez a conciencia. Leu ali tudo, ouviu todos, e depois ouviu-se a si mesmo dentro de toda a liberdade. Tutela mental não a aceitou a ninguem; se a procurou mais tarde, foi porque a encontrou no caminho como voz de conciencia alheia que concorda com a nossa.
Não se esqueceu da frase de Malebranche: Todos pretendem ter razão, ao seguirem afinal as sugestões dos seus sentidos. Compreendeu cêdo aquêle perigo que apontou