Nome de enlevo! Nome de encanto!
III
Como a agua d'um lago--toda um nivel,
Vae de circulo em circulo ondeando,
Se a andorinha a roça ao ir voando
Atraz d'algum insecto imperceptivel;
E quebrado esse espelho em mil pedaços
(Que a imagem do céo desapparece)
Em circulos concentricos parece
Tornarem-se a formar novos espaços...
Ou como d'entre as notas ineffaveis
Dos canticos do céo--todo harmonia--
Mal sôa o dôce nome de MARIA,
Pasmam as multidões innumeraveis;
E de onda em onda cada vez mais larga,
De brisa em brisa cada vez mais pura,
O nome d'essa excelsa creatura
Por todo aquelle immenso mar se alarga;
E tudo quanto cerca o trono eterno
Áquella dôce voz desprende o canto,
Formando um côro universal, em quanto
Reina silencio no profundo inferno...
Assim, n'esta paixão que me devora,<