*. Ao convento dos Dominicos? Pois não posso!... quatro passadas.
*Magdalena*. E dizei a meu cunhado, a Frei Jorge-Coutinho, que me está dando cuidado a demora de meu marido em Lisboa; que me prometteu de vir antes de véspera, e não veiu; que é quasi noite, e que ja não estou contente com a tardança. (Chega á varanda, e olha para o rio) O ar está sereno, o mar tam quieto, e a tarde tam linda!... quasi que não ha vento, é uma viração que affaga... Oh e quantas faluas navegando tam garridas por esse Tejo! Talvez n'alguma d'ellas--n'aquella tam bonita--venha Manuel de Sousa.--Mas n'este tempo não ha que fiar no Tejo, d'um instante para o outro levanta-se uma nortada... e então aqui o pontal de Cacilhas!--Que elle é tam bom mareante... Ora, um cavalleiro de Malta! (olha para o retratto com amor) Não é isso o que me dá maior cuidado. Mas em Lisboa ainda ha peste, ainda não estão limpos os ares... E ess'outros ares que por ahi correm d'estas alterações públicas, d'estas malquerenças entre caste
"Quem és tu Romeiro?" - "Ninguém"
Enfim, na arte dramática do romantismo português será difícil encontrar frase mais célebre e escrita mais lúcida.