ructos e aos regatos!... Pense, Talitha, pense e permitta que eu faça esse dôce milagre.
Talitha
E eu tornarei a vêr o presbyterio, a fonte, a madrugada, as aves, as abelhas sugando o mel dos jasmineiros?
Ruy
Os seus olhos verão a luz da eterna graça no sorriso gracil da alvorada, ao nascer nas bandas do oriente em nuvens tão suaves, como um rebanho astral de timidos cordeiros!
Talitha
E que mais hei de vêr?
Ruy
Que mais? Verá tambem um velhinho a sorrir com lagrimas na face, e uma velhinha branca e trémula a chorar, e ao pé delles, alegre, o olhar de mais alguem, numa dôce oração tão leve e tão feliz, como se a propria brisa aqui se demorasse um momentinho só tambem para rezar!
Talitha, alegre
E eu voltarei de novo aos encantos da luz? E hei de vêr tambem o jardim do mosteiro onde floresce a fé que a nossa vida