Marilia de Dirceo

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Marilia de Dirceo by Tomás António Gonzaga

Published:

1824

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Book Excerpt


Queria ter izençao?

Desiste, Marilia bella,
De huma queixa sustentada
Só na altiva opinião.
Esta chamma he inspirada
Pelo Ceo; pois nella assenta
A nossa conservação.

Todos amão: só Marilia
Desta Lei da Natureza
Não deve ter izenção.

LYRA IX.

Eu sou, gentil Marilia, eu sou captivo,
Porém não me venceo a mão armada

De ferro, e de furor:
Huma alma sobre todas elevada
Não cede a outra força que não seja

Á tenra mão de Amor.

Arrastem pois os outros muito embora
Cadêas nas bigornas trabalhadas

Com pezados martellos:
Eu tenho as minhas mãos ao carro atadas
Com duros ferros não, com fios d'ouro,

Que são os teus cabellos.

Occulto nos teus meigos vivos olhos
Cupido a tudo faz tyranna guerra:

Sacode a setta ardente;